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Critérios para escolher o software BIM

A metodologia BIM – Building Information Modeling, vem deixando de ser o futuro dentro das áreas de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) tornando cada dia mais presente. Dessa forma, com esse avanço da metodologia, muitas empresas e escritórios buscam implantar o BIM em sua rotina, porém desconhecem os recursos necessários para uma utilização adequada dos softwares e processos que a acompanham. Sendo assim, faz-se necessário a existência de critérios e diretrizes que auxiliem o usuário a determinar qual o software que melhor desenvolve as funções desejadas e quais são os requisitos de hardware necessários para atingir o melhor desempenho nos processos.

Fonte: SpBIM
Fonte: SpBIM

O objetivo deste artigo é demonstrar quais são os pontos que merecem uma maior atenção no momento de escolha dos softwares e hardwares necessários para o melhor desempenho no desenvolvimento dos projetos.

CRITÉRIOS DE ESCOLHA

Quando desejamos escolher o software BIM para utilizarmos em nossas atividades, devemos ressaltar alguns critérios que direcionam nossa escolha. Nós da SPBIM vamos apresentar 10 critérios que devem ser analisados previamente à tomada de decisão. Esses critérios iniciam desde os custos da implantação à comodidade fornecida para os usuários através da interface, portanto vamos explorá-los a seguir.

1 – ÁREA DE ATUAÇÃO

Dificilmente determinada ferramenta irá realizar todas as tarefas do ciclo de vida de um projeto sem o auxílio de outras, portanto, faz-se necessário a verificação do software que está sendo procurado para a implantação. É necessário verificar e analisar se o software está de acordo com as necessidades do usuário, e se caso estiver, quais serão as limitações que podem surgir no decorrer do desenvolvimento de um projeto. Geralmente nós analisamos com três perguntas:

  • O software faz tal comando ?
  • O software não faz?
  • O software faz, porém necessita trabalhar com plugins (addins) ou com outros softwares.

2 – CERTIFICAÇÃO

Todo e qualquer software para ser considerado um software BIM necessita de executar exportação e importação de arquivos no formato IFC, porém, alguns softwares podem exporta-lo, porem através de um plugin ou add in, o que não recomendamos par ao Workflow BIM. Sendo assim, a certificação fornecida pela BuildingSMART, instituição internacional criadora do formato IFC, garante que os softwares que à possuírem fornecessem IFC’s de qualidade.

3 – INTEROPERABILIDADE

Ainda hoje, infelizmente, o BIM é considerado por muitos como um processo de trabalho complexo, portanto, ainda é comum vermos escritórios e instituições que trabalham com ferramentas de CAD, e facilmente é possível comparar e nos deparar com esses arquivos no nosso dia-a-dia. Dessa forma, deve-se garantir que o software escolhido permita a leitura de arquivos que são comuns no campo de atuação dos usuários. Caso queira visualizar uma comparação CAD vs BIM, escrevemos um artigo na íntegra.

4 – VERSÃO TRIAL (AVALIAÇÃO)

Muitos fabricantes de softwares BIM fornecem uma versão de teste durante um período de tempo, portanto, o usuário que está desejando implantar determinada ferramenta, deve fazer uso desses testes antes de adquiri-lo, para que tenha certeza que terá suas necessidades sanadas após a aquisição do software em questão.

5 – CONFIGURAÇÃO MÍNIMA DE HARDWARE

Os fabricantes das ferramentas fornecem um conjunto de especificações mínimas para os hardwares de seus usuários, pois sem elas, o desempenho de seus softwares é prejudicado, portanto, certifique-se que seu computador possui as configurações mínimas necessárias. A seguir iremos abordar algumas recomendações de componentes feita pela SPBIM.

6 – PREÇO E USUÁRIOS

Como bem sabemos, o preço de qualquer produto é relativo para cada usuário, e com softwares não seria diferente. O profissional que busca adquirir um software para auxiliá-lo no dia a dia, deve ter o conhecimento do quanto o software irá facilitar em seus objetivos, pois muitos softwares possuem as licenças Limitadas / LT e a (sem limitações) como no Revit e Archicad por exemplo, e de acordo com o que o profissional buscam, pode-se utilizar uma versão mais restrita, porém, mas acessível e que cumpra as funções desejadas. Além de conhecer o que cada tipo de licença proporciona, deve-se conhecer as modalidades de compra existentes, pois atualmente muitos softwares possuem assinaturas mensais, semestrais e anuais, o que, facilmente, é possível adaptar às necessidades de cada usuário. Além de todos esses critérios que devem ser analisados, deve-se atentar para a base de usuários do software, para conhecê-lo de fato, pois somente no cotidiano o usuário de fato, conhecera as limitações do software e dos hardwares necessários para seu desenvolvimento nos projetos.

7 – IDIOMA E APRENDIZAGEM

No momento de se adquirir um software, deve atentar-se para o idioma original que ele foi elaborado e se possui tradução para o idioma do usuário, pois ao iniciar a jornada em uma nova plataforma, existirão dificuldades quanto a curva de aprendizagem unida com a dificuldade de estar em outro idioma, o que acabará retardando o processo de aprendizagem e prejudicando a dinâmica de trabalho. Portanto, indicamos que a melhor forma de aprendizado é com o software no idioma nativo do usuário onde o mesmo possui domínio, e além desse cuidado com o idioma utilizado, também deve-se verificar a existência de fóruns de dúvida, videoaulas como em nosso canal do Youtube e Manuais de BIM disponíveis, que podem ser utilizados para dúvidas pontuais durante a execução do software.

8 – TREINAMENTO

Ao adquirir um novo software, por mais que haja um certo conhecimento sobre a ferramenta, será necessário um processo de treinamento para compreender a potencialidade do software, suas funcionalidades e suas restrições/limitações.
Sendo assim, indica-se ao usuário a procura de uma escola de softwares para auxiliar nesse aprendizado.

9 – EXTENSÕES

Devido às limitações dos softwares, muitos usuários buscam por extensões/plug-ins que possam auxiliar em atividades muito mecânicas ou até mesmo complementos que possibilitam a execução de funcionalidades que o software não proporcionava por si só exemplo do Dynamo para o Revit e o Grasshopper com o Archicad e o Rhinoceros. Por esse motivo, é necessário verificar se o software possibilita a inserção desses complementos, para facilitar as atividades dos usuários. A seguir alguns artigos que escrevemos sobre o assunto:

10 – BIBLIOTECA BIM E CRIAÇÃO DE OBJETOS

Os softwares BIM são conhecidos pela criação de modelos com informações, e em seus objetos essas informações também podem ser encontradas.
No BIM seus objetos são parametrizados, permitindo que suas dimensões e funcionalidades sejam facilmente alteradas. Dessa forma, o acesso à objetos já produzidos podem facilitar no momento que o usuário esteja modelando, ou a possibilidade de criação de objetos também deve-se fazer presente. Portanto, no momento da escolha do software BIM, deve-se conhecer o volume das bibliotecas já existentes e como são as funcionalidades de criação de cada software.

Escrevemos 2 artigos que são relevantes para este assunto:

Após a apresentação desses 10 tópicos que auxiliam na escolha do software que melhor se adequa às necessidades do usuário final, iremos agora entender um pouco melhor quais as necessidades de hardware que esses softwares trazem consigo ao adquiri-lo.

HARDWARE NECESSÁRIO

Muitas empresas criadoras de softwares, indicam configurações básicas para a sua utilização, porém essas configurações de hardware são propostas para um uso limitado dos softwares, pois quando é proposto um uso em projetos maiores ou com um grau de detalhamento maior (LOD), as configurações propostas podem não ser suficientes para esse tipo de uso. Evidentemente que itens como: escala de trabalho, nicho de atuação, renderização, modelagem, documentação e financeiro serão relevantes para uma tomada de decisão mais precisa, onde geralmente fazemos uma orientação com um T.I especializado da SPBIM e consultoria.

Dessa forma, nós da SPBIM, nos propusemos a fornecer algumas recomendações de configurações que possam ser utilizadas no dia a dia de um usuário avançado de softwares BIM.

Modelagem de Alta Performance:

Fonte de alimentação: One Power 500W

Cooler: Watercooler Corsair Hydro Series High Perfomance H45

Placa de Video: Gigabyte NVIDIA GeForce GTX 1660 Super 6Gb

Gabinete: NOX PAX

Placa Mãe: ASRock A320M-HD, AMD, AM4, MATX, DDR4

Processador: AMD Ryzen 7 3800x OU Intel Core i7-9700K

Armazenamento programas: SSD Adata XPG Gammix S11 Pro 512Gb

Armazenamento arquivos: SSHD Seagate SATA 3,5´ Híbrido (8GB SSD) 1TB 7200RPM 64MB Cache Sata 6Gb/s – ST1000DX001

Memória RAM: Memória HyperX Fury, 16gb | 2 Unidades

Modelagem de Ultra Performance:

Fonte de alimentação: EVGA 500w 80 Plus White – 100-W1-0500-KR

Cooler: Watercooler Corsair Hydro Series High Perfomance H45

Armazenamento arquivos: SSHD Seagate SATA 3,5´ Híbrido (8GB SSD) 1TB 7200RPM 64MB Cache Sata 6Gb/s – ST1000DX001

Placa de Video: Sapphire Pulse Lite Edition AMD RX 580, 8GB

Processador: AMD Ryzen 9 3900x OU Intel Core i9-9900K

Gabinete: NOX PAX

Placa Mãe: ASRock A320M-HD, AMD, AM4, MATX, DDR4

Armazenamento programas: SSD Kingston A2000, 500GB, M.2 NVme, 500Gb

Memória RAM: Memória Corsair Vengeance RGB Pro, 32Gb (2x16Gb) 3200Hz, DDR4

Além das recomendações anteriores, nós da SPBIM possuímos um curso de TI voltado para Arquitetos, Designers e Engenheiros, para os usuários que estejam interessados em aprender como reconhecer suas necessidades e como poder montar sua própria máquina. Também contamos com um serviço de montagem de máquinas voltada para empresas que trabalham com softwares de alta performance e, em breve, o nosso site contará com uma Calculadora de Hardware BIM, onde o usuário poderá preencher um questionário e dessa forma saber quais serçao as especificações de hardware que suprem suas necessidades.

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