A preservação e manutenção de nossos edifícios dos patrimônios históricos são relevantes para a história e cultura de uma nação tão rica como o Brasil na construção civil, são edificações que marcaram uma época e foram de suma importância para o desenvolvimento arquitetônico de nossas cidades. Porém infelizmente muitos desses edifícios históricos se encontram em situações de conservação no mínimo ruins, além de muitos deles não se encontrarem sequer cadastrados em nosso sistema de patrimônio histórico, dentro de toda essa situação que o modelo BIM ou HBIM (Historic building information modelling) se encontra como uma ferramenta especialmente útil para o cadastro e conservação desses mesmos edifícios.
Teatro Municipal de São Paulo / Fonte: Wikipédia
Um dos primeiros processos dados para uma manutenção e possível restauração é o levantamento do maior número de informações sobre o edifício, informações sobre sua estrutura e danos sofridos durante os anos, esses levantamentos são utilizados para a criação de um mapa de danos (mapa onde se é demonstrado de modo gráfico as informações quantitativas e qualitativas de danos e degradação do edifício assim tornando mais fácil e possível de se realizar um plano de restauração).
Justamente nesses processos que a metodologia BIM seria extremamente útil, pela sua capacidade de quantificar e especificar os materiais o “I” do BIM sendo necessários para sua restauração, além de se ter um modelo 3D parametrizado ser extremamente útil no momento de explorar possibilidades de restauração do edifício. Nesse modelo diversos patrimônios históricos já foram restaurados utilizando o BIM tendo se provado uma ferramenta que economiza tempo e dinheiro para o estado , além de agilizar os processos da obra como é o caso do BIM 7D (Operação e Manutenção) por exemplo.
Mapa de Danos / Fonte: GIM International
Em outros processos dentro dos patrimônios históricos o BIM é muito útil como na simulação e clash detection e complicações na obra sendo possível com um programa como o Navisworks simular todos os processos da obra assim tornando ela mais segura e eficiente. Outro processo utilizado em patrimônios históricos é o Retrofit que seria a restauração e adequação de um edifício histórico com novas tecnologias com a finalidade de se ter uma nova utilização do mesmo, trazendo nova relevância para o patrimônio, dentro desse processo podemos utilizar uma Nuvem de Pontos, com equipamentos drones em áreas externas, o mapeamento de laser scanner em áreas internas como o matterport por exemplo, seria de suma importância para o processo, pois no Retrofit e em todos os outros processos de patrimônio histórico o registro e compilação de dados sobre o edifício é essencial para sua boa restauração e entendimento das possíveis intervenções no mesmo dentro desse levantamento é necessário uma análise da proposta de retrofit para constatar se ela é estruturalmente viável ou não, dentro dessa lógica o modelo BIM ajuda muito pela sua capacidade de processar e exibir em múltiplas vistas todas as informações coletadas, além de dentro de um software BIM ser possível analisar e simular todas as soluções estruturais propostas ao edifício facilitando na documentação e quantificação BIM.
Nuvem de Pontos / Fonte: BibLuz
No modelo BIM também é possível criar uma inteligência de dados onde projetistas e futuros restauradores do edifício podem ter informações como a durabilidade de um revestimento específico ou da restauração como um todo. Assim, tem-se um maior controle e planejamento sobre o patrimônio. Isso mostra que o modelo BIM é aplicável e muito útil em todas as etapas do projeto: desde o levantamento de dados, o projeto de restauração (retrofit), simulação de soluções estruturais , gerenciamento e planejamento de obras, gerenciamento de dados sobre futuras manutenções e representações gráficas de todas as informações obtidas por meio de levantamentos. Essas informações e funcionalidades se encontram em um só arquivo, o Modelo Federado, este tem a função de ser o repositório das informações e de compatibilizar todas as disciplinas auxiliando na revisão do projeto e aprovação, tornando todo o processo mais ágil e seguro. Neste ponto, será necessário pensar no CDE (Ambiente Comuns de Dados), este hospeda os modelos; é necessário também pensar na forma como serão armazenados o banco de dados em um repositório da cidade (GeoSampa, por exemplo); questões como um Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED); servidores na nuvem e não podemos ignorar a necessidade da integração com o Gêmeo Digital (Digital Twin), VDC (Virtual Design Construction), Smart City e a Internet das Coisas. Estes são assuntos que provavelmente serão discutidos no futuro pós-implantação BIM, porém é necessário sempre ter em mente o trabalho colaborativo e direcionado ao OPEN BIM.
Conclusão:
Os processos envolvendo um patrimônio histórico são extremamente complexos e requerem um nível enorme de atenção, planejamento e responsabilidade com os edifícios sendo restaurados pois se trata de nossa história como sociedade, sendo assim o modelo BIM trás inúmeras vantagens em todos os processos agilizando e tornando os mesmos mais seguros tanto para o patrimônio. O Decreto BIM Nº10.306 será um item muito relevante pensando na implantação BIM no Brasil visando desde o BIM 3D (Projetos) como o BIM 4D (Planejamento) e BIM 5D (Orçamento) e após a consolidação dessas dimensões a questão de operação e manutenção BIM 7D dos patrimônios, e isso vale para os patrimônios históricos por exemplo. Além de ser um ótimo serviço para se ter dados detalhados e atualizados sobre os estados de conservação e necessidade de manutenção, o modelo BIM nos ajudara a acelerar no sentido da restauração e conservação de todos os edifícios históricos presentes em nossas cidades que atualmente são largados e muitas vezes demolidos ou renovados.
Ao empreender o processo de seleção de um software BIM (Building Information Modeling) para suprir suas necessidades de projeto e construção, é imperativo considerar criteriosamente uma série de elementos a fim de garantir uma escolha adequada. Neste guia, apresentamos os critérios para escolher o software BIM que permitirão embasar uma decisão informada, a fim de otimizar a utilização dos recursos e benefícios inerentes a um software BIM. Com enfoque na excelência e na maximização do potencial do seu empreendimento, este guia fornecerá diretrizes fundamentais para a escolha do software ideal. Prepare-se para descobrir um novo nível de eficiência, colaboração e aproveitamento máximo dos recursos e benefícios que um software BIM pode oferecer. Está pronto para essa transformação digital? Então, vamos começar!
Fonte: SpBIM
1- FUNCIONALIDADES E RECURSOS ABRANGENTES
Ao escolher um software BIM, é essencial considerar a amplitude e a qualidade de suas funcionalidades e recursos. Existem critérios que podem orientar essa avaliação e ajudar na tomada de decisão.
Primeiramente, é importante verificar se o software oferece recursos avançados de modelagem 3D. Isso inclui a capacidade de criar e manipular elementos tridimensionais de forma precisa e detalhada. Um software BIM eficiente deve permitir a criação de modelos realistas, que representem fielmente os componentes e a geometria do projeto. Além disso, a capacidade de visualizar o modelo em diferentes perspectivas e ângulos, bem como de aplicar texturas e materiais, contribui para uma representação visual aprimorada.
2 – USABILIDADE INTUITIVA
Quando se trata da escolha de um software BIM, a usabilidade intuitiva é um critério essencial a ser considerado. Um software com uma interface intuitiva e de fácil utilização permite que os usuários explorem e aproveitem ao máximo suas funcionalidades, sem a necessidade de um longo período de aprendizado. A curva de aprendizado suave e uma navegação intuitiva contribuem para a produtividade da equipe, reduzindo o tempo gasto na realização de tarefas cotidianas.
Além da interface, a disponibilidade de recursos de ajuda e suporte também é crucial para uma boa usabilidade. Um bom software BIM deve fornecer documentação detalhada, tutoriais em vídeo, exemplos de projetos e uma comunidade de usuários ativa, onde os profissionais possam compartilhar conhecimentos e obter suporte quando necessário. Esses recursos facilitam a compreensão e a aplicação do software, especialmente para novos usuários e equipes em processo de transição.
A adaptabilidade do software às necessidades específicas da equipe ou empresa também é um aspecto relevante em termos de usabilidade. Um software BIM flexível permite personalizar e configurar suas ferramentas e funcionalidades de acordo com as demandas e fluxos de trabalho específicos do projeto. A capacidade de adaptar o software às necessidades individuais e aproveitar ao máximo suas capacidades contribui para um uso mais eficiente e eficaz.
Em resumo, ao selecionar um software BIM, é importante considerar a usabilidade intuitiva como um critério chave. Uma interface amigável, recursos de ajuda e suporte adequados e a adaptabilidade do software às necessidades específicas da equipe são aspectos cruciais para facilitar a adoção e o uso efetivo do software. Ao escolher um software BIM com boa usabilidade, você estará investindo em uma ferramenta que promove a eficiência, a colaboração e a produtividade da equipe em todas as etapas do projeto.
3 – COLABORAÇÃO EFICIENTE
A colaboração eficiente é um aspecto fundamental na escolha de um software BIM. Um bom software deve oferecer recursos que facilitem a comunicação e a colaboração entre os membros da equipe, permitindo que trabalhem de forma integrada e sincronizada. A capacidade de compartilhar informações e atualizações em tempo real é essencial para otimizar o fluxo de trabalho e evitar retrabalhos.
Uma funcionalidade importante nesse contexto é a capacidade de permitir o acesso simultâneo ao modelo por vários usuários. Isso possibilita que diferentes profissionais trabalhem no mesmo projeto de forma colaborativa, realizando alterações, adicionando informações e visualizando as atualizações em tempo real. Dessa forma, é possível evitar atrasos e conflitos causados por versões desatualizadas do modelo.
Além disso, o software BIM deve oferecer recursos de compartilhamento de arquivos e comunicação integrada, como comentários, marcações e registro de alterações. Isso permite que os membros da equipe interajam e colaborem de maneira eficiente, facilitando a troca de informações e a resolução de problemas em tempo real. Uma comunicação fluida e centralizada é essencial para manter todos os envolvidos no projeto alinhados e atualizados.
Em suma, ao escolher um software BIM, é essencial considerar sua capacidade de promover a colaboração eficiente. Recursos que permitam o acesso simultâneo ao modelo, compartilhamento de arquivos, comunicação integrada e integração com outras ferramentas são aspectos cruciais para otimizar a colaboração entre os membros da equipe e melhorar a eficiência geral do projeto. A escolha de um software que facilite a colaboração eficiente contribuirá para um trabalho integrado e uma entrega bem-sucedida do empreendimento.
4 – INTEROPERABILIDADE COM OUTROS SOFTWARES
A interoperabilidade com outros softwares é um dos principais critérios para escolher o software BIM a ser considerado. A capacidade de integrar-se de forma eficiente com outras ferramentas utilizadas na indústria da construção permite a troca de informações e dados de maneira fluida e sem perdas. Isso é especialmente importante considerando a diversidade de softwares e disciplinas envolvidas em um projeto.
Um bom software BIM deve ser capaz de importar e exportar arquivos em formatos compatíveis com outros softwares amplamente utilizados, como CAD (Computer-Aided Design), software de análise estrutural, simulação energética, planejamento e gerenciamento de projetos. A interoperabilidade efetiva garante que os dados do modelo BIM possam ser compartilhados e utilizados por outros profissionais e sistemas ao longo do ciclo de vida do projeto.
Além disso, é importante verificar se o software BIM possui recursos e ferramentas de integração específicos para os softwares mais relevantes do setor. Por exemplo, uma integração perfeita com softwares de modelagem 3D populares ou plataformas de gerenciamento de documentos pode melhorar significativamente a eficiência e a produtividade do fluxo de trabalho.
Outro aspecto relevante é a capacidade do software BIM de trabalhar com padrões e normas da indústria. Isso inclui suporte para formatos de arquivos abertos e padronizados, como IFC (Industry Foundation Classes), que promovem a interoperabilidade entre diferentes softwares e disciplinas. Um software que adere a esses padrões demonstra um compromisso com a colaboração e a comunicação efetiva entre todos os envolvidos no projeto.
Em resumo, a interoperabilidade com outros softwares é um critério essencial na escolha de um software BIM. A capacidade de importar e exportar arquivos em formatos compatíveis, a integração com softwares relevantes do setor e o suporte a padrões e normas da indústria garantem uma troca eficiente de informações e dados ao longo do ciclo de vida do projeto. Escolher um software BIM com boa interoperabilidade contribui para uma colaboração mais eficiente e uma integração mais harmoniosa entre diferentes sistemas e disciplinas envolvidas na construção.
5 – SUPORTE E TREINAMENTO ESPECIALIZADO
A disponibilidade de suporte técnico confiável e acessível é fundamental para garantir uma experiência tranquila durante a implementação e o uso contínuo do software. Isso inclui a capacidade de entrar em contato com a equipe de suporte para solucionar problemas técnicos, esclarecer dúvidas e receber orientações específicas.
Além do suporte técnico, é importante verificar se o fornecedor do software oferece treinamento especializado. Isso pode ser na forma de cursos presenciais, treinamento online ou materiais de aprendizagem, como tutoriais e documentação detalhada. Um treinamento abrangente e adequado às necessidades da equipe ajuda os usuários a compreenderem as funcionalidades do software, a explorar seu potencial máximo e a aproveitar os benefícios do BIM de forma eficaz.
A qualidade do suporte e treinamento também deve ser avaliada com base na expertise e conhecimento dos profissionais envolvidos. Certifique-se de que o fornecedor do software possui uma equipe qualificada e experiente, capaz de fornecer suporte técnico e orientação especializada. Isso inclui profissionais com conhecimentos avançados em BIM e que compreendam as particularidades do setor da construção, proporcionando um suporte e treinamento eficazes e personalizados.
Em resumo, ao escolher um software BIM, é essencial considerar a disponibilidade de suporte técnico confiável e treinamento especializado. Um bom suporte garante que a equipe tenha acesso à assistência necessária quando enfrentar desafios técnicos, enquanto um treinamento adequado capacita os usuários a utilizar o software de forma eficiente. Certificar-se de que o fornecedor possui uma equipe qualificada e experiente contribui para uma experiência satisfatória e ajuda a aproveitar ao máximo os recursos do software BIM.
6 – ESCABILIDADE E DESEMPENHO
Dentro dos critérios para escolher o software BIM (REVIT ou ARCHICAD), a capacidade do software de lidar com projetos de diferentes tamanhos e complexidades é essencial para atender às necessidades em constante evolução de uma empresa é muito importante para garantir que o software seja capaz de lidar com projetos maiores, sem comprometer o desempenho e a velocidade de processamento. Isso inclui a capacidade de manipular modelos BIM complexos sem atrasos significativos ou falhas frequentes.
A escalabilidade também está relacionada à capacidade de expansão do software. Conforme a empresa cresce e os projetos se tornam mais complexos, é importante que o software BIM possa acomodar novas demandas e requisitos adicionais. Isso pode envolver recursos como a adição de licenças de usuário, a integração com outras ferramentas ou a expansão de funcionalidades para atender às necessidades específicas da empresa.
Além disso, o desempenho do software é um fator crítico para a eficiência e produtividade da equipe. Um bom software BIM deve ter um desempenho rápido e estável, permitindo que os usuários realizem tarefas de forma ágil e sem interrupções. Isso inclui a capacidade de renderizar visualizações em tempo real, executar análises complexas e gerar relatórios sem demoras significativas. Um desempenho robusto contribui para um fluxo de trabalho fluido, permitindo que a equipe trabalhe de forma eficiente e cumpra prazos de projeto.
7 – REPUTAÇÃO DO FORNECEDOR
É importante pesquisar e avaliar a reputação do fornecedor no mercado da construção. Um fornecedor bem estabelecido e respeitado tende a oferecer um software BIM de qualidade, confiável e suporte consistente ao longo do tempo. Verifique a experiência do fornecedor no desenvolvimento e suporte de soluções BIM, bem como sua presença no mercado e o feedback de clientes existentes.
Além disso, é útil considerar o histórico do fornecedor em termos de atualizações e melhorias contínuas do software. Um fornecedor comprometido com o aprimoramento do produto indica que eles estão atentos às necessidades do mercado e dispostos a investir na evolução do software para atender às demandas em constante mudança da indústria. Verifique se o fornecedor lança atualizações regulares, introduz novos recursos e oferece suporte técnico contínuo para garantir que o software se mantenha atualizado e relevante ao longo do tempo.
Outro aspecto importante é verificar a base de clientes do fornecedor e procurar referências de outras empresas que utilizam o software BIM em questão. Observe se existem casos de sucesso e depoimentos de clientes satisfeitos que destacam os benefícios e a eficácia do software. A opinião de outras empresas e profissionais da área pode fornecer uma visão valiosa sobre a reputação do fornecedor e a qualidade do software BIM.
8 – VALOR
É essencial avaliar o custo inicial do software, incluindo licenças e taxas de implementação. É importante verificar se o investimento inicial é viável dentro do orçamento da empresa. Além disso, é necessário considerar se o software possui opções flexíveis de licenciamento, como licenças perpétuas ou por assinatura, para adequar-se às necessidades e capacidades financeiras da empresa.
Além do custo inicial, é crucial considerar os custos contínuos associados ao software BIM. Isso inclui taxas de manutenção, atualizações e suporte técnico. Verifique se esses custos são acessíveis e se estão alinhados com o valor e a qualidade do suporte oferecido pelo fornecedor. É importante considerar o custo total de propriedade a longo prazo, levando em conta não apenas o custo inicial, mas também os custos recorrentes envolvidos no uso contínuo do software.
Outro aspecto relevante referente aos critérios para escolher o software BIM é comparar o valor do software BIM com os benefícios que ele oferece. Avalie se o software atende às suas necessidades específicas de projeto e se os recursos e funcionalidades fornecidos justificam o investimento. Considere os ganhos de eficiência, produtividade e qualidade que o software pode proporcionar em relação ao seu custo. É importante buscar um equilíbrio entre o valor percebido e o custo do software, para garantir que a escolha seja financeiramente sustentável e traga benefícios tangíveis para a empresa.
9 – CONFORMIDADE COM PADRÕES E NORMAS
É importante verificar se o software está em conformidade com os padrões e normas da indústria da construção, como o formato IFC (Industry Foundation Classes). A adesão a esses padrões promove a interoperabilidade entre diferentes softwares e disciplinas, permitindo a troca eficiente de informações e dados ao longo do ciclo de vida do projeto.
Além disso, é necessário avaliar se o software BIM segue as diretrizes estabelecidas por órgãos reguladores e agências governamentais. Dependendo do país ou região, podem existir requisitos específicos relacionados à segurança, acessibilidade, sustentabilidade e outros aspectos relevantes para a construção. Garantir que o software esteja em conformidade com essas regulamentações é essencial para garantir a conformidade legal e evitar problemas futuros.
Outro aspecto importante é considerar se o software BIM oferece recursos e ferramentas que facilitam a conformidade com os padrões e normas. Isso pode incluir recursos de verificação de regras e detecção automática de problemas de conformidade, bem como a capacidade de gerar relatórios e documentação conforme as exigências regulatórias. Ter um software que facilite a conformidade simplifica o processo de adesão aos padrões e normas, economizando tempo e minimizando erros durante a realização dos projetos.
10 – FEEDBACK DA COMUNIDADE DE USUÁRIOS
O feedback da comunidade de usuários é um dos critérios para escolher o software BIM, a opinião e experiência de outros profissionais da indústria da construção que utilizam o software podem fornecer insights importantes sobre sua qualidade, usabilidade e desempenho. Verificar fóruns, grupos de discussão e redes sociais especializados em BIM é uma ótima maneira de obter informações de primeira mão sobre as experiências dos usuários.
Avaliar o feedback da comunidade de usuários pode ajudar a identificar pontos fortes e fracos do software BIM em consideração. Os relatos de outros usuários podem revelar aspectos como a estabilidade do software, a eficiência das ferramentas, a capacidade de resolver problemas complexos, a qualidade do suporte técnico e a disponibilidade de recursos de aprendizagem. Essas informações são valiosas para tomar uma decisão informada sobre qual software melhor atende às necessidades específicas do projeto e da equipe.
Além disso, o feedback da comunidade de usuários também pode fornecer insights sobre a evolução do software ao longo do tempo. Observar como o fornecedor responde às necessidades e demandas dos usuários, lançando atualizações e melhorias, pode indicar seu comprometimento em fornecer um produto de alta qualidade e em atender às expectativas do mercado.
HARDWARE NECESSÁRIO
Muitas empresas criadoras de softwares, indicam configurações básicas para a sua utilização, porém essas configurações de hardware são propostas para um uso limitado dos softwares, pois quando é proposto um uso em projetos maiores ou com um grau de detalhamento maior (LOD), as configurações propostas podem não ser suficientes para esse tipo de uso. Evidentemente que itens como: escala de trabalho, nicho de atuação, renderização, modelagem, documentação e financeiro serão relevantes para uma tomada de decisão mais precisa, onde geralmente fazemos uma orientação com um T.I especializado da SPBIM e consultoria.
Dessa forma, nós da SPBIM, nos propusemos a fornecer algumas recomendações de configurações que possam ser utilizadas no dia a dia de um usuário avançado de softwares BIM.
Modelagem de Alta Performance:
Fonte de alimentação: One Power 500W
Cooler: Watercooler Corsair Hydro Series High Perfomance H45
Placa de Video: Gigabyte NVIDIA GeForce GTX 1660 Super 6Gb
Gabinete: NOX PAX
Placa Mãe: ASRock A320M-HD, AMD, AM4, MATX, DDR4
Processador: AMD Ryzen 7 3800x OU Intel Core i7-9700K
Armazenamento programas: SSD Adata XPG Gammix S11 Pro 512Gb
Armazenamento arquivos: SSHD Seagate SATA 3,5´ Híbrido (8GB SSD) 1TB 7200RPM 64MB Cache Sata 6Gb/s – ST1000DX001
Além das recomendações anteriores, nós da SPBIM possuímos um curso de TI voltado para Arquitetos, Designers e Engenheiros, para os usuários que estejam interessados em aprender como reconhecer suas necessidades e como poder montar sua própria máquina. Também contamos com um serviço de montagem de máquinas voltada para empresas que trabalham com softwares de alta performance e, em breve, o nosso site contará com uma Calculadora de Hardware BIM, onde o usuário poderá preencher um questionário e dessa forma saber quais serçao as especificações de hardware que suprem suas necessidades.
CONCLUSÃO
Os critérios para escolher o software BIM a serem analisados para escolha são: funcionalidades, usabilidade, colaboração, interoperabilidade, suporte, escalabilidade, reputação do fornecedor, custo, compatibilidade com padrões e feedback da comunidade. Ao levar em conta esses critérios, você estará bem equipado para selecionar um software BIM que atenda às suas necessidades específicas e aprimore o processo de projeto e construção em sua organização.
Este artigo foi escrito com base nessas referências: – Artigo do site Espaço Quatre escrito pela Professora e Mestra Sandra Albino Ribeiro – Caderno técnico ASBEA-RS – Guia ASBEA – Fasciculo I – Guia ASBEA – Fasciculo II – Manual de BIM (GUIA BIM) – Caderno BIM (Governo de Santa Catarina)
Desenvolvida em Sunnyvale/Califórnia no ano de 2011 por Dave Gausebeck e Matt Bell com o intuito de explorar a inserção de hardware e Inteligência Artificial (IA) ao mundo construído, a Matterpor é uma das principais empresa no segmento do mapeamento de dados espaciais (captura 3D) com foco na digitalização e imersão do mundo construído. Com o foco de atuação da marca, baseia-se em desenvolver equipamentos e plataformas capazes de gerarem modelos digitais iguais ao real, a partir do mapeamento e registro fotográfico. Seus produtos destacam-se pela precisão e rapidez no levantamento do construído e têm sido usados para projetar, construir, operar, promover e compreender qualquer espaço.
Equipamento e visualização nas interfaces / Fonte: SpBIM
De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela própria Matterport, seus produtos em relação ao levantamento manual, são capazes de reduzir o tempo em 50%. E apesar de ser uma opção mais cara, em relação ao mercado, seus produtos são capazes de diminuir os custos em 20x referente ao ganho por precisão projetual, agilidade de mapeamento e facilidade de operação.
Atualmente a empresa é sedeada na Califória, mas vem ganhando espaço nas grandes metrópoles mundiais e já possui uma rede com mais de 250 profissionais e 6 escritórios físicos localizados em San Francisco, Chicago, Kansas, Londres e Cingapura.
PLATAFORMA MATTERPORT:
A plataforma Matterport ou Cortex AI é um processador de dados, similar à uma rede neural, que transforma a varredura scan em nuvens de pontos digitais. Para tal essa finalidade é necessário adquirir um plano Matterport que lhe concede permissão de uso. Após comprar a licença basta usá-la emparelhada com a câmera de um Iphone, ou qualquer outra câmera Matterport.
Além disso a plataforma é capaz de converter imagens 2D em 3D enquanto borra automaticamente o rosto de pessoas e escolhe as fotos e vídeos, referente ao levantamento, mais atraentes e nítidas. Resultando em um modelo preciso e capaz de converter até 360 imagens panorâmicas em um único espaço 3D. Como no exemplo da sede da SPBIM a seguir:
https://my.matterport.com/show/?m=EMg7K8s4zHv
O uso do Cortex AI, funciona sob quatro pontos:
CAPTURA: Registro fotográfico em imagens panorâmicas em HDR, georreferenciada e datada automaticamente pelo equipamento.
PROCESSAMENTO: O processamento é feito em tempo real, juntamente com a captura e consiste na decodificação da imagem em renders com precisão dimensional.
CUSTOMIZAÇÃO: Nesse ponto é necessário o apoio de um computador que tenha acesso ao Matterport Workshop, um app que customiza possíveis caminhos/tours virtuais, cria/trata imagens.
PUBLICAÇÃO/EXPORTAÇÃO: Após as edições de customização e correção, pode-se geral um modelo final que consegue ser exportado para publicação ou para trabalho. No caso do pós produção em BIM, a plataforma possibilita a criação de uma nuvem de ponto que pode ser importada em softwares BIM tais como o Revit, Archicad, Sketchup, Vectorworks e o Navisworks.
Fonte: Exemplo da Utilização da Nuvem gerada pela Matterport no Revit | SPBIM
APLICATIVOS MATTERPORT:
MATTERPORT CAPTURE: É um app disponível para aparelhos com câmera iOS, e que tem sido usado para levantamentos de pequeno porte. Para usá-lo é necessário baixá-lo e ativar a câmera e sincronizá-la ao Matterport cloud.
MATTERPORT WORKSHOP: É um app de pós produção de levantamentos Matterport, ele possibilita customizar ambientes, inserir informações, pré configurações de possíveis intervenções(tags), e verificações de medições.
MATTERPORT SHOWCASE: É uma espécie de app biblioteca, com foco na apresentação, visualização, armazenamento e exploração de espaços pós formatação.
MATTERPORT VR: É um app para experiências em realidade virtual com digital twin ele é compatível aos óculos de imersão.
EQUIPAMENTO MATTERPORT: MATTERPORT PRO2
Usado principalmente em marketing imobiliário como em stands ou eventos, o Matterport PRO2 é uma câmera fotográfica com infravermelhos, conhecida pela alta resolução de imagem em interiores. Pois seu produto é usado para recriar plantas em foto, prontas para impressão, ou imersão com base nas fotografias e varreduras em infravermelhos.
Seu sistema máximo de operação gera uma nuvem com 8092 x 4552 pixels, possui tamanho de 230x260x110mm e peso de 5,44kg. Sua taxa de scan marca 4.000 pontos por face. O preço do equipamento em seu produto mais acessível, no dia de publicação desse artigo, estava em torno de U$ 3.400,00.
Fonte: Matterport pro
CONCLUSÃO:
A Matterport é uma renomada empresa dedicada a desenvolver tecnologias de hardware e Inteligência Artificial (IA) ao mundo já construído, e tem começado a adentrar o mercado nacional através de seus mapeamentos para reformas, intervenções e levantamento/acompanhamento das condições existentes como o As Built (Como Construído).
Nós da SpBIM usamos os produtos da Matterport para elaboração de nuvem de pontos e modelagem BIM, e acreditamos que a empresa se consolidará em mercado nacional nos próximos anos, devido sua facilidade de uso e acessibilidade de custos mediante o resultado apresentado.
A Biblioteca BIM ou como chamamos de objetos/componentes BIM são essenciais e complementares para todos os tipos de projetos, desde a arquitetura, interiores, estrutura, instalações elétricas, hidráulicas etc.
Hoje a maioria dos objetos disponíveis em BIM são desenvolvidos no exterior e ficam disponíveis na internet para baixarmos, mas a grande dificuldade é que nem todos esses itens são encontrados aqui no Brasil, a grande maioria das empresas ainda não aderiram a esta nova tecnologia BIM. Acreditamos que um meio de propagar o BIM está no desenvolvimento e divulgação desse material não somente na plataforma Revit, mas também em todas as outras plataformas como Archicad, Sketchup, Vectorworks e no formato BIM de fato do IFC.
Showroom Vedações – Sketchup / Fonte: SpBIM
O Conceito do uso da biblioteca está em compartimentar os usos como uma forma de shopping center ou mercado, de onde podemos agrupar por assuntos de interesse, poderá ser por USO como: PISO ACABADO, VEDAÇÕES, CAIXILHOS e entre outros ou até mesmo por usos de projetos padrões do escritório como: MERCADO IMOBILIÁRIO, PAISAGISMO URBANO, INTERIORES CORPORATIVO, LUMINOTÉCNICA, REFORMAS entre diversos outros usos, o céu é o limite quanto a criatividade na organização dessas bibliotecas.
Na falta destes objetos, os escritórios têm que desenvolver esses elementos para poder utilizar nos projetos e possuir as informações unificadas.
Showroom Pisos Acabados – Revit / Fonte: SpBIM
Existe uma Biblioteca Pública de BIM que foi desenvolvida pelo Ministério da Indústria e a ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Neste portal estão disponíveis mais de 1,6 mil famílias (Revit) e elementos BIM, em diversos softwares, permitindo o download mediante a inscrição no site.
Showroom Acabamento de Parede – Revit / SpBIM
A Biblioteca além de ser gratuita, conta com diversos elementos construtivos separados pelos softwares, categorias, subcategorias e muito mais. Esta biblioteca é capaz de atender as necessidades de Projetistas, Construtoras e Profissionais da área que trabalham dia a dia com o BIM, ajudando na disseminação da metodologia no País.
Showroom Escadas – Archicad / Fonte: SpBIM
BIBLIOTECA vs TEMPLATE?
Geralmente essas bibliotecas devem ser customizadas e adaptadas conforme os usos de cada escritório. A biblioteca tem o papel de complementar junto ao template, a sua importância é devido à parametrização apresentada nos objetos ou famílias onde facilitara as edições nos projetos e otimizara o tempo e a qualidade no modelo.
Muitas pessoas confundem ou substituem um template com a biblioteca. Uma vez que o template se torna parte do processo, configurações gráficas, tabelas, padrão de folhas entre diversos outros, o que no BIM chamamos de “PROCESSO” e não de “BIBLIOTECA”.
Capa de Template – Revit / Fonte: SpBIM
Fiquem atentos para não comprarem TEMPLATES que são vendidos como BIBLIOTECAS pois são conceitos diferentes. Nós defendemos a ideia de que se tratam de assuntos diferentes, porém que se complementam, pois uma vez que o template funciona com base na biblioteca, isso condiz que sempre será necessário andarem juntos, o que discordamos, pois devem ser independentes quanto ao USO. A biblioteca serve para agilizar o processo e padronizar nomenclatura, parâmetros e dados, já o template serve para otimizar e organizar o projeto o que chamamos de Modelo BIM.
Caso queira ler mais sobre template escrevemos um artigo interessante sobre o assunto:
QUAIS PARÂMETROS E INFORMAÇÕES DEVEM CONTER NA BIBLIOTECA BIM?
A vantagem em se obter um acervo digital é a velocidade que se ganha devido à produtividade, o importante é manter sempre atualizada e estar bem organizada na rede para facilitar a localização durante os usos no projeto.
Recomendamos o rastreamento de famílias necessárias por tipo de projeto e desenvolvê-las, após a criação será possível iniciar o projeto com o template e as famílias paramétricas.
Existem alguns modelos de objetos/famílias:
FORNECEDORES: São famílias desenvolvidas por fornecedores, o único problema é que geralmente as famílias estão sobrecarregadas com muitos polígonos com excesso de informação e geometria;
CUSTOMIZADAS: São objetos desenvolvidos internamente no próprio escritório ou terceirizado por uma empresa especializada, as vantagens são as adaptações por tipo de projeto e a possibilidade do acervo no escritório;
COMPRADAS/BAIXADAS: São famílias adquiridas/baixadas na internet, assim como o template o problema é a complexidade da família, somente o autor saberá como editá-las ou será necessário um curso avançado de edição de famílias paramétricas;
Aula de Família de Revit / Fonte: SpBIM
Outro exemplo é considerar informações mínimas para orçamento e quantitativo conforme exemplo a seguir desenvolvido em ambas as plataformas Revit e Archicad.
Bancada Revit / Fonte: SpBIM
Familia: Componente de Gabinete (Casework)
Classificação Omniclass: 23.40.35.00
Nome: Bancada retangular
Dimensões: Comprimento (m) x Profundidade (m) x Altura instalação (m)
Acessórios: Texto
Fabricante: XXXXX
Modelo: XXXXX
Valor: $$$
Classificação IFC: Furnishing Element
LOD: 300
Bancada Archicad / Fonte: SpBIM
Objeto GDL: Hidrosanitario
Classificação Omniclass: 23.40.35.00
Nome: Bancada retangular
Dimensões: Comprimento (m) x Profundidade (m) x Altura instalação (m)
Acessórios: Texto
Fabricante: XXXXX
Modelo: XXXXX
Valor: $$$
Classificação IFC: IFC Flow Terminal
LOD: 300
CONCLUSÃO:
Nós da SPBIM apoiamos e ensinamos os nossos alunos e escritórios a importância do uso do Showroom e Biblioteca durante o processo de Implementação/Implantação BIM para o controle de projetos e gestão principalmente em estágios iniciais do BIM. A Biblioteca nada mais é do que a fusão de processos, gestão e tecnologia nos escritórios. Cada ferramenta, cliente e projeto haverá necessidades especificas o que impactara na biblioteca (showroom). Outro ponto muito importante é saber distinguir o template da biblioteca como mencionado neste artigo.
O PEB (Plano de Execução BIM) do inglês BEP (BIM Execution Plan), é um documento cuja finalidade é promover uma estrutura de trabalho e estratégias que conduzirá o projeto de forma eficiente; determinam-se, então, diretrizes, critérios e usos do modelo para todas as fases de projeto. O desenvolvimento de um PEB efetivo pode definir o sucesso de um projeto BIM. Geralmente é definido um PEB de contrato a contrato e por empreendimento devido a diversas variáveis.
Plano de execução BIM / Fonte: SpBIM
QUAL É O CONTEÚDO DE UM PEB?
(Conteúdo Extraído e traduzido de: BIM Project Execution Guide, de John Messner)
Visão geral Descrição básica e os motivos para a existência do documento.
Informações do Projeto O PEB deve incluir informações cruciais para o projeto como a localização, a descrição do projeto, datas e cronogramas.
Responsáveis Deve incluir o contato dos profissionais responsáveis projetuais.
Objetivos O PEB documenta as estratégias de trabalho e suas respectivas metas. São definidas por equipes, fases e etapas.
Agentes Definem-se os papéis ativos e quem irão realizá-los. É de extrema importância, pois define e identifica as empresas envolvidas.
Informações e Dados Devem incluir diretrizes de como serão feitos os compartilhamentos e trocas de informações, processos colaborativos, requisitos de armazenamento de dados, infraestrutura necessária e procedimentos para controle de qualidade.
Modelo Nesta seção são discutidos e elaborados os itens que compõem o modelo BIM, nomenclaturas, sistemas de coordenadas e padrões.
Entrega O conteúdo de entrega é definido pelas estratégias de execução do que é requerido pelo contratante (cliente), ou seja, será apenas projeto, projeto e construção, etc. Para garantir uma Implantação/Implementação BIM bem-sucedida, os itens acima devem ser incorporados no contrato.
Contrato Plano de Execução BIM / Fonte: Autor
QUAL A DIFERENÇA ENTRE PLANO DE EXECUÇÃO BIM (BIM EXECUTION PLAN) E O BIM MANDATE (MANUAL BIM)
Uma dúvida bem comum é o mercado confundir ou compreender os dois como o mesmo assunto, porém esses documentos se tratam de objetivos diferentes. O Plano de Execução BIM (PEB) do inglês BIM Execution Plan (BEP) é um documento que descreve como Implementar/Implantar o BIM para um projeto específico em todas as fases do projeto, desde o Estudo preliminar (EP) ao Modelo liberado para obra (LO) com todas as informações que precisarão desenvolver pelos projetistas e fornecedores envolvidos no processo BIM.
O PEB deve ser criado de empreendimento (Projeto) para empreendimento (Projeto), com foco no produto especifico, onde serão definidos por exemplo: Usos do BIM, identificação do terreno, responsabilidades durante o desenvolvimento de projeto, marcos e entregas de projeto, como vai ser feita a coordenação, quais serão os softwares a serem utilizados, unidades entre outros. A equipe deve acompanhar e monitorar seu progresso a fim de obter o máximo de benefícios da Implementação/Implantação BIM.
O BIM Mandate é um manual pré definido sendo OPEN BIM aberto para trabalhar com a Interoperabilidade se dá por um ambiente colaborativo através do IFC ou poderá ser com BIM exclusivo (No caso de empresas privadas) quando é utilizado somente determinados softwares nativos da mesma plataforma, como Revit para Revit da Autodesk ou Archicad para Archicad da Graphisoft.
O BIM Mandate está direcionado com formas únicas de realizar um procedimento para modelagem, já o PEB define as diretrizes gerais de cada projeto para cada empreendimento, ou seja, de contrato a contrato. Exemplos de entregáveis de um PEB estão: o plano de implementação para aquele projeto, processos, as coletas de informações, quais documentos serão entregues e como vão ser trocados esses documentos, entre outros.
COMO FUNCIONA O CONTRATO NO PEB?
O PEB pode ser realizado basicamente de 2 formas Pré-Contrato ou Pós-Contrato.
PRÉ-CONTRATO
Quando feito previamente ao contrato, o documento é realizado para atender aos Requerimento de Informações da Empresa (Employer’s Information Requirements, ou EIR). Serve para garantir que o que o contratado tenha suas necessidades atendidas e possa seguir o desenvolvimento de forma plena. Define as informações necessárias para o projeto, como desenhos, modelos, softwares, recursos tecnológicos, entre outros.
PÓS-CONTRATO
O PEB Pós-Contrato é realizado para organizar e facilitar o gerenciamento do projeto, e inclui todos os agentes, de proprietário, arquitetos, engenheiros e fornecedores. Nele, são traçadas estratégias e responsabilidades, assim como suas respectivas autoridades.Define cronogramas, responsabilidades, formatos, atividades, recursos humanos, entre outros.
VANTAGENS DO PEB
EQUIPE
O Processo BIM promove um plano de comunicação entre as equipes envolvidas, requer transparência entre os diferentes agentes em todas as fases de projeto. O PEB favorece a colaboração e comunicação; a equipe deve trabalhar de forma preventiva para que os erros desnecessários ou atritos sejam evitados, e para isso, comunicação é chave.
TEMPO
Uma das maiores vantagens do processo BIM é a economia de tempo. Um PEB bem elaborado e executado pode evitar atrasos de entrega e tornara um grande aliado no cronograma de trabalho.
INFORMAÇÕES
Para ter BIM, é necessário dados atrelados com Informação e modelo 3D. O PEB pode garantir a transparência entre as equipes envolvidas, o que faz com que o compartilhamento dos dados seja pleno, e que a informação possa ser acessada facilmente por qualquer uma das equipes que requerem a informação.
PROJETO
O controle de qualidade do projeto é amparado por uma série de diretrizes e critérios descritos no PEB, garantindo um projeto mais robusto e pronto para as demais fases do processo BIM (BIM 3D, BIM 4D, BIM 5D).
CONCLUSÃO:
Nós da SPBIM acreditamos que para o sucesso de um projeto BIM a ser realizado da maneira mais eficiente possível, o PEB é um documento que prepara e otimiza o processo para todas as fases e situações previstas ou imaginadas de empreendimento a cada empreendimento, nele são amparadas as questões primordiais necessárias para o desenvolvimento do projeto, objetivos, metas, responsabilidade, cronogramas e produtos. No final o PEB é um documento legal e define o produto contratado e acordado entre as partes sendo um requisito fundamental para o sucesso no ciclo de vida do BIM.
O BIM Mandate que em português traduzimos para Manual de BIM é um documento que auxilia a equipe na identificação e execução de cada fase do projeto assim como no gerenciamento durante todo o ciclo de vida de um empreendimento. Este documento é criado antes de iniciar um projeto e é utilizado para revisar e Implementar /Implantar o processo BIM, ao longo das fases de gerenciamento da construção.
Em poucas palavras o BIM Mandate é um Manual de BIM para um determinado empreendimento, ou seja, deverá conter todas as regras a serem seguidos para um determinado cliente e serviço. Pode variar de acordo com a tipologia do serviço, área de atuação, equipe, orçamento e prazo.
BIM Mandate Manual / Fonte: Autor
PARA QUE SERVE O BIM MANDATE?
O BIM Mandate serve para estabelecer normas e padrões para o desenvolvimento dos projetos, garantindo assim a integridade dos dados “i” do modelo BIM e a devida utilização das informações dos elementos contidas nele de acordo com as necessidades do cliente, como:
Extração de quantitativos
Lista de materiais
Padrão de nomenclatura de objetos
Análises de energia
Utilização vinculada a EAP
Compatibilização eficiente e prática no BIM
Coordenação interna e externa
QUAIS SÃO OS TIPOS DE BIM MANDATE?
Existem “tipos” de BIM Mandate por exemplo: (1) projetistas, (2) construtoras e (3) incorporadoras que sabem o que é o BIM e porque precisam de tais informações. Os projetistas viram executores da própria obra, porem em um ambiente totalmente virtual.
Antes de se iniciar um projeto a incorporadora ou a construtora entrega para o projetista o seu próprio BIM Mandate, aonde ela dita as ‘’regras do jogo’’, valida todas as informações e diretrizes especificas com o seu negócio. A Construtora/Incorporadora cria esse BIM Mandate baseado no fluxo de trabalho Open BIM ou de uso com softwares exclusivos como no Revit e Archicad.
O recomendável seria cada Projetista ou o escritório de Projetos ter o seu próprio BIM Mandate neste caso, mostrando para o cliente o quão importante e eficaz é ter uma diretriz para os projetos e o potencial de uso no negócio. O projetista passa a vender mais serviços neste caso e agregando valor ao cliente.
Aproveitando que o seu cliente não sabe o que é BIM: Recomende o nosso artigo “O QUE É BIM?“
Dúvidas de gestão BIM / Fonte: Autor
QUAL A DIFERENÇA ENTRE BIM MANDATE (MANUAL BIM) E PLANO DE EXECUÇÃO BIM (BIM EXECUTION PLAN)
Comparação BIM / Fonte: Autor
Uma dúvida bem comum é o mercado confundir ou compreender os dois como o mesmo assunto, porém esses documentos se tratam de objetivos diferentes. O Plano de Execução BIM (PEB) do inglês BIM Execution Plan (BEP) é um documento que descreve como Implementar/Implantar o BIM para um projeto específico em todas as fases do projeto, desde o Estudo preliminar (EP) ao Modelo liberado para obra (LO) com todas as informações que precisarão desenvolver pelos projetistas e fornecedores envolvidos no processo BIM.
O PEB deve ser criado de empreendimento (Projeto) para empreendimento (Projeto), com foco no produto especifico, onde serão definidos por exemplo: Usos do BIM, identificação do terreno, responsabilidades durante o desenvolvimento de projeto, marcos e entregas de projeto, como vai ser feita a coordenação, quais serão os softwares a serem utilizados, unidades entre outros. A equipe deve acompanhar e monitorar seu progresso a fim de obter o máximo de benefícios da Implementação/Implantação BIM.
O BIM Mandate é um manual pré definido sendo OPEN BIM aberto para trabalhar com a Interoperabilidade se dá por um ambiente colaborativo através do IFC ou poderá ser com BIM exclusivo (No caso de empresas privadas) quando é utilizado somente determinados softwares nativos da mesma plataforma, como Revit para Revit da Autodesk ou Archicad para Archicad da Graphisoft.
O BIM Mandate está direcionado com formas únicas de realizar um procedimento para modelagem, já o PEB define as diretrizes gerais de cada projeto para cada empreendimento, ou seja, de contrato a contrato. Exemplos de entregáveis de um PEB estão: o plano de implementação para aquele projeto, processos, as coletas de informações, quais documentos serão entregues e como vão ser trocados esses documentos, entre outros.
QUAIS SÃO AS INFORMAÇÕES QUE DEVEM CONTER EM UM BIM MANDATE?
Diretrizes de Modelagem
Definições de Projeto
Padrão de Nomenclaturas de: Arquivos, materiais, bibliotecas etc
Recomenda-se que se tenha um BIM Mandate para o início do desenvolvimento de um projeto em BIM, isso faz com que permita a estruturação das informações (dados) e dos processos necessários para o seu desenvolvimento, estabelecendo padrões de representação e organização, planejamento e desenvolvimento.
Nós da SpBIM já trabalhamos com diversos BIM Mandates, criamos e utilizamos nos processos de projeto e obra. O contratante seja uma construtora ou incorporadora deverá ter objetivos estratégicos, claros, enquanto os projetistas precisam atender as demandas dos contratantes, fornecedores e equipe de obra. Sem dúvidas que neste ponto estamos falando de mais responsabilidades e trabalho, porém o VALOR não se trata do mesmo praticado de um projeto convencional na metodologia CAD por exemplo.
Para tudo isso funcionar Construtoras e Incorporadoras devem estar abertas a rever os seus processos, compartilhar todas as informações e procurar rever a metodologia atual tradicional, para inovar e buscar novos meios de definir o BIM, pois a riqueza do BIM está na informação e não na documentação ou no gráfico.